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Justiça

Operação apura compra de créditos judiciais de idosos por valores abaixo do devido


Dois investigados tiveram o exercício da advocacia suspenso.

Por Rafael Martini
15/10/2026 às 10h05 | Atualizada em 15/10/2026 - 10h27
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O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) a Operação Insídia. A ação busca aprofundar uma investigação sobre a possível aquisição de créditos judiciais por valores inferiores aos que poderiam ser recebidos pelos seus titulares.

De acordo com as investigações, as negociações teriam atingido principalmente pessoas idosas, que teriam sido induzidas a ceder os créditos por valores abaixo daqueles a que teriam direito.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Xaxim, Chapecó e Romelândia, em Santa Catarina, e Nonoai, no Rio Grande do Sul. A operação contou com o apoio do GAECO gaúcho.

Além das buscas, a Justiça determinou a suspensão do exercício da advocacia de dois investigados e o bloqueio de bens de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso, em valor superior a R$ 442 mil.

A investigação teve origem na análise de informações obtidas durante a Operação Entre Lobos. Conforme o MPSC, advogados investigados teriam utilizado informações obtidas na relação profissional com clientes para identificar oportunidades de aquisição de créditos judiciais e conduzir as negociações por meio de uma empresa ligada ao grupo investigado.

As apurações indicam que o esquema envolveria a captação de clientes, negociação dos créditos, elaboração de contratos de cessão e acompanhamento das transações por meio da empresa utilizada para adquirir os ativos judiciais.

A investigação também busca esclarecer o papel de cada envolvido e a relação entre os investigados e a empresa utilizada nas negociações.

As medidas foram autorizadas pelo Poder Judiciário com base nos elementos já reunidos. O objetivo é aprofundar as apurações, esclarecer a atuação dos envolvidos e reunir novas provas.
As investigações seguem sob sigilo judicial. Novas informações poderão ser divulgadas conforme os autos forem tornados públicos.

O nome Insídia faz referência à suposta atuação dissimulada atribuída aos investigados, que teriam se valido de uma aparente separação entre o escritório de advocacia e a empresa responsável pela aquisição dos créditos judiciais.


Fonte: MP/SC






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