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Partido Novo mira vice-prefeitura de Concórdia em aliança com o PL: “Nosso objetivo é indicar o candidato a vice-prefeito”


Partido cresce, supera cláusula de desempenho e mira as eleições municipais de 2028 em Concórdia.

Por Lucas Villiger
19/10/2026 às 09h26 | Atualizada em 19/10/2026 - 10h20
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O Partido Novo busca consolidar sua retomada no cenário político nacional após os resultados das eleições de 2026, que ampliaram sua representação e garantiram o cumprimento da cláusula de desempenho. Em Concórdia, a sigla também projeta crescimento e articulações para as próximas eleições municipais. Entre os objetivos está a construção de uma aliança com o Partido Liberal (PL), com a intenção de indicar o candidato a vice-prefeito em uma eventual chapa conjunta em 2028.

A avaliação é do presidente do Novo em Concórdia, Getúlio Martini, que concedeu entrevista à Rádio Rural para analisar o desempenho da legenda, as perspectivas para Santa Catarina e os planos de fortalecimento do partido no município.

Segundo Martini, a recuperação é resultado da qualificação das lideranças, da maior identificação do eleitorado com as propostas da sigla e da disposição para construir alianças políticas. Entre as principais bandeiras defendidas pelo partido estão a liberdade econômica, a eficiência da administração pública, a transparência e o combate à corrupção.

“A eleição foi super favorável. Quem é do NOVO tem uma grande admiração da população pelo bom trabalho”, afirmou o dirigente, ao avaliar os resultados eleitorais.

Retomada nacional e fortalecimento da legenda

Para Martini, o desempenho do Novo demonstra que há espaço para novas lideranças e propostas alternativas no cenário político brasileiro. O presidente municipal reconhece que a legenda precisou rever sua forma de atuação e ampliar a capacidade de articulação para transformar suas ideias em resultados eleitorais.

“O NOVO mudou e entendeu que, para fazer política e eleger representantes, precisamos ser bons articuladores e construir alianças, sem abrir mão dos nossos princípios”, declarou.

O cumprimento da cláusula de desempenho representa, segundo ele, uma oportunidade para fortalecer a estrutura partidária, ampliar a presença nos municípios e preparar novas lideranças. A regra estabelece requisitos eleitorais para que os partidos tenham acesso a recursos do Fundo Partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão, conforme os critérios previstos na legislação.

Martini também defendeu uma participação mais ativa dos filiados na política. “Não vamos mudar o Brasil apenas reclamando pelo WhatsApp: precisamos levantar da cadeira, participar e assumir responsabilidades”, disse.

Representação no Senado e em Santa Catarina

A eleição de Lahesio Bonfim para o Senado pelo Novo, no Maranhão, foi apontada por Martini como um sinal de que as propostas da sigla encontram espaço em diferentes regiões do país. Na avaliação do dirigente, o resultado demonstra a busca de parte do eleitorado por alternativas políticas.

Ao comentar a diferença entre o resultado da disputa presidencial no Maranhão e a votação para o Senado, Martini atribuiu o desempenho do candidato do Novo à receptividade das bandeiras econômicas e administrativas defendidas pelo partido. Ele também fez críticas aos governos de esquerda e às promessas de campanha.

“Prometer picanha é fácil, o difícil é entregar”, afirmou.

Em Santa Catarina, o presidente municipal destacou a conquista de representação do partido na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Para ele, os mandatos devem priorizar a responsabilidade com o dinheiro público, a transparência, a liberdade econômica e a fiscalização do poder público.

Martini acrescentou que o diretório estadual pretende ampliar a presença da legenda no interior. Gilson Marques, por exemplo, foi o quinto mais votado em Concórdia, ficando a frente de vários deputados de partidos tradicionais e com equipes bem estruturadas no município.

No Alto Uruguai Catarinense, citou como prioridades a infraestrutura, o desenvolvimento econômico e a redução da burocracia. “Estamos organizando o partido em várias cidades da região. Temos ótimos nomes que virão fazer parte do NOVO”, afirmou, ao defender a formação de grupos locais com planejamento de longo prazo.

Novo tem 50 filiados em Concórdia e projeta crescimento

No cenário municipal, Martini informou que o Novo conta atualmente com 50 filiados em Concórdia, além de apoiadores que compartilham as propostas da sigla. Como exemplo do desempenho eleitoral local, ele destacou a votação do deputado federal Gilson Marques, que recebeu 1.006 votos no município, segundo os dados apresentados pelo dirigente.

Para Martini, o resultado demonstra que o partido pode conquistar espaço mesmo diante de adversários com estruturas políticas tradicionais. A meta, agora, é ampliar o número de participantes, fortalecer a organização local e preparar candidaturas competitivas para 2028.

O presidente também defendeu que partidos de direita atuem de maneira conjunta, desde que mantenham coerência com suas posições políticas. Na avaliação dele, alianças motivadas exclusivamente pela distribuição de cargos podem afastar eleitores que esperam maior clareza de posicionamento.

Aliança com o PL e disputa municipal de 2028

Um dos principais objetivos anunciados por Martini é construir uma parceria entre Novo e PL em Concórdia para as próximas eleições municipais. A proposta é que o PL encabece a chapa para a Prefeitura e que o Novo indique o candidato a vice-prefeito.

“Nosso objetivo é que o NOVO indique o candidato a vice-prefeito, com o PL na cabeça de chapa”, afirmou.

A declaração representa a intenção política do diretório municipal, mas não significa que a aliança ou a composição da chapa estejam oficialmente definidas. A concretização da proposta dependerá das articulações entre os partidos e das decisões que serão tomadas no processo eleitoral.

Martini citou como referência a composição política de Santa Catarina, com Jorginho Mello e Adriano Silva, e defendeu a construção de um projeto conjunto para Concórdia. Segundo ele, o objetivo é reunir lideranças e propostas em torno de uma agenda de desenvolvimento para o município.

Além da articulação majoritária, o Novo trabalha para formar uma nominata competitiva de candidatos a vereador. A intenção é reunir nomes alinhados à liberdade econômica, ao empreendedorismo e à eficiência administrativa.

“Chega de projetos políticos próprios. A população quer um projeto para desenvolver Concórdia”, declarou.

Gestão pública e preparação para 2028

Para os próximos dois anos, Martini afirmou que a prioridade será ampliar a participação do partido no debate público, aproximar os filiados da comunidade e preparar a estrutura necessária para as eleições municipais.

Entre as pautas que deverão orientar a atuação da sigla estão a responsabilidade fiscal, as obras de infraestrutura, a eficiência da gestão pública e a liberdade para empreender. O dirigente também citou a administração de Adriano Silva em Joinville como uma referência para propostas relacionadas a planejamento, inovação e desburocratização.

Segundo Martini, a população poderá acompanhar o trabalho do Novo por meio da participação dos filiados, da realização de reuniões comunitárias e da apresentação de propostas concretas. A meta anunciada é chegar a 2028 com o partido organizado, candidatos competitivos à Câmara de Vereadores e condições de participar de um projeto de governo para Concórdia.

“Crescer eleitoralmente só faz sentido quando esse crescimento se transforma em trabalho e resultados para a sociedade”, concluiu.





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