Em entrevista à reportagem da Rádio Rural, o comandante do Posto 20 da Polícia Militar Rodoviária, subtenente Valdo Albeneir Ritter, explicou que a circulação dos veículos é regulamentada pela Resolução nº 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece requisitos para os veículos e seus condutores.
Segundo Ritter, os municípios também podem estabelecer regras específicas para a circulação desses veículos dentro do perímetro urbano.
“É algo recente, um tipo de veículo cuja frota tem aumentado muito e com certeza vai aumentar ainda mais. Já existe a Resolução 996, de 2023, do Contran, que regulamenta a circulação desse tipo de veículo e estabelece condições e exigências para os condutores”, explicou.
O principal alerta do comandante é para a circulação em rodovias. Conforme Ritter, os veículos autopropelidos não podem circular em vias de trânsito rápido, onde a velocidade regulamentada é superior a 60 km/h. A restrição também se aplica ao acostamento dessas rodovias.
A orientação vale para rodovias que cortam ou passam pelo entorno de Concórdia, incluindo trechos de BRs e SCs. O comandante destaca que não há regulamentação municipal que autorize a circulação desses veículos nas rodovias.
“Na questão da circulação desse tipo de veículo em vias rurais, seja estradas ou rodovias, no caso das rodovias, por serem vias de trânsito rápido, acima de 60 quilômetros por hora, não é permitida a circulação desse tipo de veículo, nem no acostamento”, ressaltou.
Dentro do perímetro urbano, conforme as regras mencionadas pelo comandante, esses veículos podem circular desde que respeitadas as condições estabelecidas pela legislação. Ritter explica ainda que a velocidade máxima desenvolvida pelos autopropelidos é de 32 km/h.
O subtenente reforçou principalmente a preocupação com os adolescentes que utilizam esses veículos. Segundo ele, a baixa potência e a diferença de velocidade em relação aos demais veículos tornam a circulação nas rodovias ainda mais perigosa.
“Como a maioria das pessoas que utiliza esse veículo são jovens e adolescentes, é importante que os pais tenham essa consciência. Esses locais são preocupantes porque eles têm pouca potência e acabam não só atrapalhando o trânsito, mas principalmente colocando em risco a vida desses jovens”, alertou.
Imagem: Divulgação/Quantik Mobilidade/NDRitter também chama atenção para a falta de acostamentos adequados em diversos trechos rodoviários da região, o que aumenta o risco de acidentes envolvendo motos elétricas.
“O problema é que quase não tem acostamento e isso é muito perigoso. Então, mais uma vez, é importante que os pais orientem seus filhos e não deixem eles irem para essas rodovias, especialmente BRs e SCs da região, para evitar acidentes”, finalizou.
A recomendação da Polícia Militar Rodoviária é que os usuários conheçam as regras antes de utilizar esses veículos e que os pais acompanhem e orientem principalmente os adolescentes, evitando que as motos elétricas sejam conduzidas em rodovias, onde o risco de acidentes é maior.












