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Justiça
MPSC denuncia homem por feminicídio após assassinato de mulher na frente dos filhos em Ipira
Acusado confessou o crime, cometido em outubro, na comunidade de Linha Capelinha.
Conforme a denúncia, o crime foi precedido por ameaças. Após o término do relacionamento, em abril, o homem teria enviado mensagens à vítima afirmando que, caso ela não reatasse a relação, não ficaria com mais ninguém.
Diante das ameaças, a mulher procurou ajuda, registrou um boletim de ocorrência e conseguiu medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça. Entretanto, segundo o Ministério Público, o acusado teria desrespeitado as determinações judiciais, ido até a residência da ex-companheira e cometido o assassinato.
Ainda conforme as informações da investigação, a vítima chegou a acionar o botão do pânico, mas foi encontrada morta pela polícia dentro de um riacho.
Horas depois do crime, o homem se apresentou à delegacia de Presidente Castelo Branco, onde confessou o assassinato. Ele permanece preso preventivamente.
Agravantes apontadas pelo Ministério Público
Na denúncia, o MPSC aponta três circunstâncias agravantes relacionadas ao crime: o fato de a vítima ser mãe de duas crianças, de oito e 13 anos, e ter sido assassinada na presença dos filhos; o descumprimento das medidas protetivas concedidas pela Justiça; e o motivo torpe, relacionado à inconformidade do acusado com o fim do relacionamento.
O Ministério Público também chama a atenção para a situação de vulnerabilidade enfrentada por mulheres que vivem em municípios pequenos e comunidades rurais, onde o acesso à rede de proteção e aos serviços de atendimento pode ser mais limitado.
Dados reforçam preocupação com a violência contra mulheres
O Mapa do Feminicídio, elaborado pelo Ministério Público de Santa Catarina, aponta que 71% dos assassinatos de mulheres classificados como feminicídio foram cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.
Outro dado preocupante é que 68,9% das mulheres assassinadas tinham histórico anterior de violência.
Para o Ministério Público, os números reforçam a importância de identificar os sinais de violência doméstica, incentivar as denúncias e garantir que os pedidos de ajuda resultem em medidas efetivas de proteção, evitando que situações de ameaça e agressão evoluam para crimes mais graves.
Fonte: SERGINHO PRIMAM
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