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Justiça
Operação do Ministério Público apura fraude em licitações e sonegação fiscal em Concórdia
GAECO apreendeu R$ 7,5 mil, nove aparelhos de celular e computadores no município.
Durante a operação, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. As diligências ocorreram em empresas e residências nos municípios de Concórdia, Xanxerê e Florianópolis.
Segundo o Ministério Público, os mandados têm como objetivo apreender documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos que possam comprovar as irregularidades identificadas ao longo da investigação.
As apurações indicam a existência de um núcleo decisório comum, sustentado por vínculos familiares, operacionais e documentais, responsável por delinear estratégias voltadas tanto à habilitação quanto à execução contratual em processos licitatórios.
Conforme as investigações, o grupo também teria criado empresas de fachada utilizadas de forma articulada não apenas para fraudar licitações, mas também como instrumento para a prática de sonegação fiscal. O Ministério Público destaca que as condutas investigadas representam prejuízo direto aos princípios da legalidade, impessoalidade, isonomia e competitividade que regem a Administração Pública.
Durante as diligências, foram apreendidos mais de R$ 7,5 mil em dinheiro, nove aparelhos celulares, notebooks e diversos documentos. A operação mobilizou 58 policiais militares, civis e penais.
Todo o material recolhido será encaminhado à Polícia Científica para realização de perícias técnicas. Após a elaboração dos laudos, as evidências serão analisadas pela equipe responsável pelas investigações, que terão continuidade.
As investigações seguem sob sigilo. O Ministério Público informou que novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.
Significado da Operação “Proxies”
O nome da operação faz referência ao mecanismo identificado durante as investigações, por meio do qual os suspeitos teriam exercido controle indireto, oculto e dissimulado das empresas envolvidas, utilizando procurações, representantes formais e pessoas interpostas para administrar e operacionalizar as atividades empresariais.
A expressão “proxy”, oriunda do inglês, é utilizada para designar alguém que atua em nome de terceiros, como representante, procurador ou intermediário. Segundo o MPSC, o termo se relaciona diretamente com a dinâmica investigada, marcada pela utilização de pessoas formalmente vinculadas às empresas, mas que, em tese, atuariam apenas para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas decisões estratégicas, administrativas e operacionais do grupo investigado.
Fonte: Com informações do MP/SC
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